Laize Kasmirski

Um espaço para a cultura da minha mente.

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A breve história de Lorucio e Milinu

Autora: Laize Kasmirski

Fulvio Pennacchi - Casal

Na calada da noite, um homem corria. Corria porque tinha medo, corria porque sabia que se ficasse morreria. Coitado daquele homem, não sabia como escaparia.

Era dia 23 de setembro do ano de 1983, tinha acabado de fazer amor com a esposa de seu amigo. Isso mesmo, o cara era um baita sem-vergonha (para não dizer outros nomes). Aquele homem, cujo nome era Murias, tinha um caso com Milinu, a qual era esposa de Lorucio, que este era uma vez um de seus melhores amigos. Mas que história desgraçada hein? O que vão pensar do escritor para escrever uma coisa dessas? Pois é caro leitor, o escritor dessa história, um cara não muito mais de meia idade, sofria ao escrever. Será que a história era sua história? Não há como nós sabermos, mas o bendito, pelo que me disseram, chorava durante dias, o que mais poderíamos pensar? Porém pelo que sei, o nome daquele que escreveu essa história não era Lorucio… Pois isso também nada indicaria, pode ser somente que o escritor escondia o que sofria. Então, continuarei a detalhar os fatos.

Lorucio foi casado com Milinu durante cinco anos, três meses e catorze dias. Quer saber quem me contou isso? Ninguém, eu descobri, tá ok, eu bisbilhotei… Que diferença faz? O bom apenas é que eu sei. Disseram me também, que Milinu vivia passeando na rua, ela com certeza tinha outros além do Murias, não esquecendo que seu marido era o Lorucio. Mas que mulher galinha, como seu marido nunca foi descubrar que havia galhos em sua cabeça de boi? Bem, a explicação que podemos dar é a seguinte: provavelmente o senhor Lorucio e a dona Milinu quando pequenos eram bezerros e agora que cresceram ele se tornou um chifrudo e ela uma vaca. Pelo que soube, vai nascer terneirinho. Mas oh coitado, quem será o pai? O Lorucio queria fazer DNA, mas como estavam sem dinheiro, Milinu iria dizer que é filho de Murias. Quer saber por que? Porque era o cara que menos fedia, ou seja, tinha dinheiro para disfarçar seu cheiro.

E afinal o que deu dessa história? Podemos dizer que quando Lorucio chegou em casa naquele dia, ele percebeu que Milinu sorria. Aquilo não era um fato que presenciava constantemente. Pegou a espingarda, apontou para sua mulher e disse: – Quem é o cretino? – Ela confessou logo em seguida, rapidamente acrescentou que esperava um filho e não sabia de quem seria. O homem saiu atordoado atrás do homem que corria. Quando finalmente alcançou Murias, Lorucio disse que se ainda quisesse ser seu amigo, sustentaria o filho que teria. E assim finalmente termina a história, acrescentando novamente que não sou o escritor, sou apenas o narrador.

Posted January 15th, 2010.

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O Individualista e a Flor do Deserto

Autora: Laize Kasmirski

Em algum lugar do deserto, um homem caminhava. Ainda era dia e o sol brilhava, tornando  o momento ainda mais desesperador. A fome não mais existia, porém a sede que tinha, era imensa. Às vezes, caia na areia, sem vontade mais de levantar, preferia morrer, mas tinha que continuar. Levantava novamente, quase sem forças e voltava a andar. Assim perdurou sua viagem até o final do dia…

O sol estava se pondo, a lua surgindo e a escuridão se aproximava. O homem resolveu parar para descansar. Tirou de sua bolsa seus pertences e estendeu uma toalha sobre a areia. Remexeu novamente em sua mala em busca de algum galão de água, mesmo sabendo que não mais havia. No instante em que encostou sua cabeça sobre um rolinho de pano, já deitado no chão, viu que havia uma flor roxa muito próxima de onde havia deitado. Com preguiça de levantar, se arrastou alguns centímetros e ficou bem próximo a beleza da qual a flor transmitia. O homem percebeu que ela não era uma simples flor, ela tinha pétalas longas e finas, um miolo branco e era possível ver nitidamente que havia dois olhinhos e uma boca ali também.

A flor, abriu os olhos, franziu a sua pequena boca e disse:

- O que foi homem estranho? Nunca viu uma flor na sua vida não?

O homem chocado com o fato da flor falar disse:

- Claro que eu já vi uma flor, mas não uma que possuísse olhos e boca, muito menos que falasse.

- Senhor, isso é absolutamente normal. No caso de nunca ter notado antes, talvez fosse o senhor muito ocupado. – Respondeu a flor roxa.

- Como posso ser um homem ocupado se estou a vagar por esse deserto a dias? Agora nada me resta… Nem se quer  água para sobreviver eu tenho.

- Mas o que o senhor faz no deserto? Qual e a sua missão? – Questionou a flor.

- Florzinha, não adianta eu lhe dizer nada sobre o que me passa e o que já me passou, você nunca iria entender, pois vive e sempre viveu ai, plantada!

- Como ousa dizer isso de mim, caro perdido. Pelo que percebo, você que não tem dado sentido a sua vida. Eu ao contrário, sei tudo o que se passa nesse deserto e como você pode notar, não estou morrendo e nem difamando os próximos ao qual converso.

- O que esta querendo dizer com isso? – Respondeu o homem agora intrigado.

- Estou dizendo que estou sintonizada ao planeta, eu sei de minha existência e sei do que sou capaz de fazer e não fazer. O senhor já esta nesse deserto há meses e nunca conseguirá sair se não conseguir abrir essa sua mente. – A flor nesse momento, levantou um de seu galhos para o céu.

- Por que diz que não irei sair do deserto enquanto não abrir minha mente? O que você, somente uma flor, pode dizer disso? – Argumentou o homem já pensando estar delirando.

- Como eu já lhe disse, caro ignorante, estou sintonizada ao planeta. Posso saber o que se passa nesse sua cabeça apenas captando a energia que você transmite.

- Nossa, fiquei até comovido agora. – Insinuou o homem sarcasticamente.

- Pois bem, irá ficar muito mais quando não lhe restar nem forças para dar mais um passo. Você deveria ser um pouco mais humilde, sabia?

- Não me diga o que eu deveria ser, isso eu já sei. – Apesar do tom de voz ainda ser cínico, já demonstrava certo arrependimento por suas palavras grosseiras.

- Ah, sabe?? Pois bem, então diga!! – Exigiu a flor.

- Preciso de ajuda, não consigo mais resistir aos sofrimentos causados pelo deserto. Em alguns dias, morrerei e não é isso que quero, quero apenas viver feliz. – O homem sentiu-se humilhado, mas ao menos estava mais aliviado.

- Ok, o senhor já está melhorando…Vamos começar pela pergunta que já lhe fiz: Qual é a sua missão? O que lhe trouxe aqui no deserto?

- Eu não sei! Enviaram-me para cá e somente disseram: já que você deseja ser tão solitário, individual e egoísta, aprenda uma lição.

- Hummmm – A flor pensou um pouco e disse – E, acho que já aprendeu a lição.

A flor começou a murchar e se encolher. O homem desesperado ao ver o que acontecia, gritou:

- Não Flor! Não morra! És minha única companheira em tanto tempo durante minha vida.

A flor olhou para o homem, deu um leve sorriso e desapareceu entre a areia. O homem começou a soluçar e soluçando acordou. Estava em sua cama, sonhando… Será que tudo não se passou de um sonho? Bem, talvez ele estivesse entrado em sintonia com a flor no deserto, mesmo nunca ter ido ate lá. Mas foi tudo tão real…

O homem sentou e pensou: mas se tudo não se passou de um sonho, então posso continuar minha vida sem dar muita importância a isso, aliás, nem sou tão individualista assim, não é mesmo?

Posted December 18th, 2009.

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Peter e o segredo da Guerra Arábica

Olá queridas pessoas, hoje vou postar um conto que fiz no início de setembro. Pouco tempo atrás deixei aqui a sinopse e como o prometido, abaixo está o conto. Para os que não se abaterem pela preguiça, boa leitura ; )

guerra

Era um dia chuvoso, mas não um dia chuvoso qualquer. Era um dia escuro, frio, tenebroso e chuvoso. A chuva caia tão forte sobre o telhado dando impressão que a qualquer momento o teto iria desabar. O vento soprava nas árvores fazendo-as balançar de um lado para outro, folhas caíam interruptamente. As janelas mesmo que trancadas se debatiam contra a fechadura, contudo ainda se ouvia o uuuuuuuuuuu que parecia mais um uivado de lobos que o som da ventania.

Peter estava tremendo embaixo da cama, toda vez que ouvia um trovão ele saltava com susto e batia sua cabeça contra as ripas que sustentavam a cama. Estava com tanto medo que se aparece alguém àquela hora provavelmente surtaria. Era um menino miudinho, com cabelos lisos castanhos escuros que escorriam sobre seus ombros, seus olhos tinham um tom de castanho avermelhado e sua pele era branco como leite. Peter era simplesmente uma gracinha para as menininhas de todas as idades. Apesar disso, seu maior companheiro era o Black, seu cachorro pastor alemão preto. Viviam em uma casa rústica de madeira, subindo as escadas estavam o quarto de Peter e o quarto de sua mãe. A mãe de Peter se chamava Isadora, no entanto, todos a chamavam somente de Dora (a pedido dela mesma). Dora tinha cabelos lisos e pretos que atingiam a metade das costas. Seus olhos, ao contrário de Peter, eram verdes. Um verde musgo intenso, fazendo lembrar as folhas da floresta. Sua pele branca como a de Peter, com um detalhe, era destacada por suas poucas sardas. Era considerada a mulher mais linda da cidade (a cidade é pequeníssima), seu corpo esbelto e sua postura ereta eram de causar inveja a olhos de outras mocinhas.

A chuva não parecia que daria trégua tão cedo, Peter estava começando a ficar com fome, mas não tinha coragem nem sequer de olhar para o que poderia ter no outro lado da porta. Black estava deitado próximo a ele, com suas patas dianteiras abaixo de sua cabeça. Suas orelhas bem erguidas, prestando atenção em cada ruído que ouvia. A cada tleck que fazia do som da madeira sendo estralada, o cachorro instantaneamente erguia a cabeça e o menino se assustava. Após duas horas de intensos sustos e batidas de cabeça, o tempo começa a se acalmar. Aliviado, Peter suspira e nisso ouve alguém bater na porta da frente que abre para sala. Não sabia se deveria ir atender ou não. Continue Reading…

Posted October 26th, 2009.

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Sinopse – Peter e o segredo da Guerra Arábica

guerraPeter e o segredo da Guerra Arábica foi um novo conto que fiz, logo logo estará aqui dando a graça de sua presença no blog.  Segue abaixo a sinopse:

Peter vivia com sua mãe Dora e seu cão chamado Black. Seu pai havia morrido em um acidente de carro quando Peter tinha dois anos de idade – pelo menos era o que sua mãe sempre dizia.

Um dia sem suspeita alguma, Black fora seqüestrado e para que Peter pudesse ter o seu cão de volta, a única coisa que teria que fazer é encontrar o responsável pelo seqüestro e escutar o que tinha a dizer. O que o seqüestrador queria falar para Peter? Isso também era um mistério para o garoto, pois não tinha idéia do que se tratava. No decorrer da história, Peter saberá que seu pai não havia sofrido um acidente e sim morrido em uma guerra. A guerra que fora cometida em busca de direitos humanos e democracia.


Posted September 17th, 2009.

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Assombrações

Autora: Laize Kasmirski

assombracoes

História baseada em fatos reais, nomes são fictícios.

Aquela noite eu estava com medo, muito medo.

Era dezembro do ano passo, dois dias após o natal. Estávamos visitando parentes e aquela era a segunda noite em qual dormíamos ali.

Meus tios possuem um comportamento estranho, vivem discutindo e arranjando problemas um com o outro. Mas antes era diferente, bem diferente, antes de meus primos morrerem, eram três irmãos e os três únicos filhos que possuíam. É árduo lembrar o momento em que ficamos sabendo da notícia. Dois deles eram mais velhos que eu e a moça possuía a minha idade, foi realmente muito chocante.

Lembro como se fosse ontem, eu estava na escola quando recebi a notícia que meu avô havia morrido, partimos nessa mesma noite para o velório. Passamos a noite tremendo de frio, pois o clima era gelado, bem gelado. No outro dia de manhã cedo, foi o enterro, meus tios ligavam para um dos meus primos preocupados porque ainda não haviam chegado, porém a ligação nunca se completava.

Havíamos acabado de almoçar e chegam outros tios com a notícia que houvera um acidente e uma moça havia morrido. Todos apavorados, minha tia com a mão na cabeça dizendo: Katie, ou não, Katie não. Mas ela não ainda sabia a pior notícia que estava por vir. Após alguns minutos, recebemos uma ligação, não era apenas Simone que estava morta, era todos os seus filhos!

Fui junto ao IML para reconhecimento dos corpos, confesso que a cena era tenebrosa.

Colocaram os pedaços de corpos em cima das mesas, disseram que um deles antes de ser “montado”, era apenas um montinho de carne. Estavam em três mesas, não havia como reconhecer eles, eram apenas restos carnais tentando manter a forma de cadáveres. Após isso fomos ver o local do acidente, havia até pedaços de cérebros grudados no pára-choque do caminhão. Toda vez em que citam os seus nomes recordo deles vivos, porém esta cena também vem em mente.

Faz uns dois anos meus tios adotaram duas crianças, conseguimos perceber que elas estão ali apenas para ajudar no sítio. Não há amor nas palavras que são transmitidas à elas, sempre de uma forma de cobrança e grosseria. Para ter uma noção, houve um dia que meu tio comentou: “tenho medo que o Eric cresça e nos mate”. É bem isso mesmo, já da para ter uma noção agora do que podem estar sentindo: pressão e angústia, que poderá vir a se tornar em vingança.

A casa deles é de madeira, possui dois quartos, sala, cozinha, sacada, dois banheiros e mais um espaço para uma mesa e fogão a lenha. Há um morro atrás da casa, que faz parte do pasto, do outro lado possui uma lagoa, um paiol e um rancho. Logo abaixo, possui um escasso rio, que chamam de “açude” ou “sanguinha”.

No dia 27, eu e minha irmã fomos dar uma volta. Subimos o morro e atravessamos para o outro morro (que também fazia parte do terreno), o Eric nos seguiu. Pedi para ele espantar as vacas para passarmos, não é necessário falar que tinha medo delas. Logo, o Eric sumiu… Eu e minha irmã fomos até um lugar com uma bonita paisagem e nos sentamos. Passou-se uma hora no máximo, as vacas começaram a vir em nossa direção. Comecei a me apavorar, sentei ao outro lado de minha irmã, assim as vacas viriam na direção dela. As vacas começaram a chegar perto, bem perto. Paravam em nossa frente e ficavam nos encarando. Eu tinha vontade de sair correndo, mas eu nem se quer podia, estava rodeada por vacas. Até que, uma vaca deu a volta em nossa frente e parou justamente ao meu lado (Por queee justo eeeu??) Ela me encarava, deu um passo a frente e olhou no fundo dos meus olhos. Senti que ela queria me dizer alguma coisa, ela confiava em mim, achava que iríamos salvá-las. Então, mesmo com medo, eu passei a mão sobre seu fucinho, ela se tranqüilizou e voltou para a roda. Porém, não se passa muito tempo e vem outra vaca bem do meu lado. Comecei a me sentir uma curandeira, aonde todos vinham pedindo ajuda. Fiz a mesma coisa, fiquei olhando para ela e depois fiz um “carinho”, logo ela saiu também. Percebi que as vacas possuíam um segredo entre elas, andavam amedrontadas, precisam de ajuda para fugir dali. Começou a escurecer, descemos o morro e fomos para casa da tia.

Aquela noite eu e a minha irmã dormimos sozinhas na sala. Na sala tinha muitas fotos dos três filhos falecidos. Confesso que todas as vezes que olhava lembrava deles mais jovens. Foi difícil dormir, era difícil parar de pensar neles, virava para um lado e aparecia o rosto de um, virava para o outro surgia o outro, tentava mudar os pensamentos e aparecia ela. O pior ainda não era isso… Foi quando os barulhos começaram…Havia barulhos na cozinha, um som de abrindo e fechando a geladeira em poucos instantes. Tinha barulhos de rangidos de madeira, como se alguém puxasse o banco para sentar próximo à mesa. Ouvia-se passos freqüentes em um quarto, da cama em direção a porta. Teve um instante que não pude mais agüentar, os barulhos da cozinha ficaram mais intensos e mais próximos, chacoalhei minha irmã e nada, chacoalhei de novo e ela acordou. Falei para ela:

- Juana! Liga a luz.

- Por quê?

- Juana, por favor, liga a luz!

Ela foi até o final do colchão, sentou e procurou a tomada e disse:

- Não estou encontrando, mas por que você quer que ligue a luz?

- Eu estou ouvindo barulhos na cozinha!

- Ah, isso não é nada, tem um monte de barulhos, cachorros, galinhas, gatos… e além do mais, se tiver alguém aqui você irá estar chamando a atenção ligando a luz né?!

Ela voltou e deitou-se novamente, eu estava suando, não conseguia nem respirar direito, mas mesmo assim tentei virar para o lado e dormir. Logo, o barulho começou de novo e minha irmã ouviu.

- É você tinha razão, tem barulhos estranhos. Segura a minha mão.

Eu agarrei a mão dela e me mantinha atenta a qualquer ruído, toda vez que ouvia alguma coisa eu apertava ainda mais a sua mão. Era uma noite quente, porém eu estava com gripe e estava coberta por uma coberta de pêlo. Comecei a suar muito, ouvi novamente o barulho no quarto, o som de passos. Eu pedia em pensamento que alguém abrisse aquela maldita porta e saísse, mas na hora que provavelmente era hora de abrir a porta o silêncio voltava, era sinistro. A noite não passava, não sou muito religiosa, mas nessas horas a gente reza, reza para que o dia chegue, reza para que as assombrações saiam de sua cabeça, reza que os barulhos parassem e reza para que as vacas não estivessem certas, que era preciso fugir.

Após muitos calafrios, sustos e alucinações, minha mãe sai do quarto e vem em direção ao banheiro. Eu e minha irmã levantamos e seguimos, a Juana entrou no banheiro com a minha mãe e contou o que estávamos ouvindo e era justamente isso que minha mãe não queria ouvir, ela também estava ouvindo os sons e estava com medo. Fomos dormir novamente, ou melhor, deitar de novo. Passa-se uma hora mais ou menos e por fim eu pego no sono.

No outro dia de manhã comentamos para os tios sobre os barulhos sinistros, porém disseram que era apenas uma raposa que andava pelo sótão. Não acreditamos muito na idéia da raposa, acreditamos que apenas estão tentando esconder alguma coisa. Suspeito eu que o ataque mesmo será neste final de ano, pois minha tia comentou: Você vai vir aqui novamente nos visitar né, não é por causa do barulho que irá deixar de vir…

Toda vez que lembro ou penso neles sinto um calafrio na espinha, melhor não detalhar muito, podem não gostar.

Posted September 3rd, 2009.

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